Saiba agora o que é preciso para se tornar um coordenador BIM

Atualizado: 1 de nov. de 2021

O tradicional mercado da construção civil está passando lentamente por um processo de digitalização, abrindo novas oportunidades e posições no mercado de trabalho para profissionais recém-formados. Dentro do universo Building Information Modeling podemos destacar o papel do Coordenador BIM, um cargo inicial no caminho de quem almeja o posto de BIM Manager.


O Coordenador BIM


O coordenador BIM tem a função de acompanhar o andamento dos projetos e executar as estratégias definidas pelo BIM manager para o processo de modelagem.


Pensando nisso, separamos para você as principais atribuições de um coordenador BIM, como por exemplo:

  • Acompanhar o cronograma de projetos;

  • Fazer análises individuais de modelo ;

  • Fazer clash entre todas as disciplinas;

  • Garantir e facilitar a troca de informações entre os projetistas;


Habilidades



Para desempenhar todas essas atividades em termos de hard skills é necessário:


  • Conhecimento básico em gestão de projetos (caminho crítico, EAP, etc..);

  • Dominar os softwares de modelagem e compatibilização (Revit, Naviswork, Solibri, BIM Collab);

  • Entender sobre as atribuições de cada projetista e quais impactos uma disciplina impõe a outra.


É preciso também um leque de soft skills para fazer o processo fluir com menos atritos, como:

  • Capacidade analítica;

  • Comunicação assertiva;

  • Inteligência emocional, para lidar com profissionais que estão há vários anos no mercado projetando sem colaboração, trocas de informação e compatibilização tendo que se adaptar à nova realidade BIM.


Mercado de atuação



A respeito do mercado de atuação desse profissional precisamos entender como está a adoção do BIM no Brasil. Começando com alguns números: em 2018, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez uma pesquisa com empresas da construção civil sobre adoção do BIM nas ações internas e chegou ao número de 7,5% de empresas adotando a metodologia.


Já em 2020 o Sienge, juntamente com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Grant Thornton fizeram um novo mapeamento e chegaram ao número de 38,4% de adoção.


Outros dados importantes para trazermos à luz desse artigo é que: segundo a mesma pesquisa da FGV, a maior porcentagem (cerca de 47%) de adoção do BIM está na fase de análise de projetos (clash detection). Podemos concluir que mais da metade das empresas do Brasil ainda não adota o BIM, no entanto, fica claro a crescente na adoção da metodologia e seu grande mercado inexplorado.


Referências:


https://www.sienge.com.br/bim-o-guia-completo/


https://cbic.org.br/artigo-como-unir-esforcos-para-ampliar-a-adocao-do-bim-no-brasil/


https://blogdoibre.fgv.br/posts/construcao-digital-parte-2

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